11.6.10

it don’t have to change

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Tanto mudou. Quase nada permaneceu o que era. É perceptível no jeito que a gente anda, no jeito que nós sorrimos, no jeito que a gente atende o telefone, na forma que a gente tem vontade de sair de casa, de andar na rua.. Todos notam no nosso bom dia, no nosso humor e mesmo em nossas palavras.

Tanto muda, e a gente cresce. Crescemos no jeito de ser, na maneira de ser, de existir. Crescemos na mente, envelhecemos na aparência, amadurecemos no interior, ficamos melhores no todo.

A rotina muda. O sorriso muda. A trilha sonora muda. As palavras mudam. O ‘você’ muda. A respiração muda. A preocupação muda. O futuro muda. A história muda.

Ingenuamente, nos tornamos melhores. Para todos, com todos. Ingenuamente, nós crescemos e amadurecemos, e todos notam. Ingenuamente, até (na maioria das vezes) sem querer, a nossa respiração vacila por alguém que nos fascina, e nós notamos.

Notamos a facilidade que o nosso coração bate mais forte, a facilidade que conseguimos encontrar a nossa própria felicidade nas coisas mais simples, a facilidade que todos possuem pra nos deixarmos com um sorriso no rosto. E quando notamos a pessoa que nos deixa assim tão facilmente humanos, completos.. nossos passos por entre as ruas ao mesmo tempo que são sem destino, sabem exatamente aonde chegar.

Ao mesmo tempo que queremos que o tempo passe rápido, desejamos que ele pare. Ao mesmo tempo que tudo o que você tem para falar, as palavras parecem sumir. E a respiração vacila de novo. E o coração bate mais forte, de novo. É aí que você sabe descrever algo que é indescritível.