4.8.10

everyone’s soul

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Era apenas olhar para o lado que seu pensamento era distraído. Sua facilidade em observar minuciosidades  chegava a ser imperceptível, de tão sutil. Depois, seus relatos hipnotizavam e faziam suspirar os que não possuíam tanta habilidade.

Que encontrava, cumprimentava, era bonito de se ver. Sua educação hipnotizava também. Todos se prendiam, queriam estar ao seu redor, queriam encontrar o seu sorriso pela manhã, só para terem uma razão para terem um bom dia. Bom dia.

Seu talento com pessoas, com tudo que fazia se tornava inspirador, apaixonante. Era fácil. Tudo ficava fácil em suas mãos, em seu pensar, em seu saber. Eram poucos os que criticavam. De maneira ruim, devo dizer. Recebia críticas, mas ótimas críticas. Sobre tudo que fazia.

Seu pensamento era facilmente distraído, mas os encantos imperceptíveis aos pensamentos concentrados do exterior eram sua maior alegria, sua maior particularidade, seus melhores relatos, suas melhores composições e suas melhores palavras.

Da ponta de seus dedos, palavras preencheram linhas, notas completaram compassos e olhares se prenderam, encantados.

(É o retrato de todos, cada um em si, vindo do particular)