8.10.10

and breathe me


Era muita coisa escrita e poucas palavras nos olhos. Eram muitas discussões, poucas razões; poucos com razões. Como um problema sem solução, eles se tornaram uma incógnita para todos, na frente de todos.

Não havia mais horário nem lugar, era uma eterna tempestade. Suas inspirações foram se esvaindo, buscaram em outros os seus abraços. Tudo foi motivo de riso, menos um ao outro. Sem contrastes, se desgastaram de uma forma irreparável.
Como fotografias antigas, palavras doces se apagaram da lembrança. Pôr do sol era sinônimo de decadência, música agitada e coração partido no sofá.
O completo se tornou vazio e o bonito se tornou pesadelo. E todos não entenderam quando tudo começou novamente.
Foi num nascer do sol que sentiram-se seguros a aceitar a realidade; tinham um sentimento forte em comum. No meio de desgastes, surgiram oportunidades para crescer similaridades. Entre críticas, apareceram perfeições.
Por entre discussões embriagadas, vieram juras recentes.
Emersos em versos sem regras, encontraram, no outro, sua paz.