31.10.12

heaven is

É impossível deixar passar desapercebido. Essa sensação de sentir a realidade melhor que sonhos, a despreocupação absoluta, a felicidade irritante. A alegria de acordar, viver, sentir. A vontade de viver pra sempre. Eternidade, estaria eu falando sobre isso? O pensamento vai longe ao se pensar no futuro, mas a sensação de satisfação em estar aqui e agora é insubstituível. As músicas que lembram, os filmes que inspiram, os poemas que relatam, os textos que narram. Nada é melhor que a imperfeição de ser o que é. O egoísmo de querer somente para si e para sempre. O jeito de falar roubado, a timidez substituída por sorrisos, o silêncio confortável, a gratidão calada. Ninguém entende, mas entendemos. O perfume já conhecido, o abraço confortável, o vício insaciável. A inspiração constante e o bloqueio criativo. A satisfação em estar vivo, a alegria em encontrar alguém, o anseio na espera, a falta absurda na ausência. A sensação de plenitude. Estar completo. Estar feliz. As características em comum, os antagonismos em contraste, mas que se completam. Tem o que não tenho, gosta do que não gosto, planeja o que não planejo, sonha o que não sonho, é o que não sou. Ao mesmo tempo que é tudo que eu quis achar. O que mais intimida, o que mais encoraja, o que mais acredita. A espontaneidade inesperada, as palavras perfeitamente não calculadas. Ah, dizem que tudo passa. E se dessa vez, permanecer?